Maquiavel, mentiras e mudanças de posições na PL 1645

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Mentiras e mudanças de posições na PL 1645

Nicolau Maquiavel, talvez o mais famoso e com frequência, mal compreendido de todos os filósofos políticos, deixou cunhado em sua obra o termo “maquiavélico”, o qual representa com perfeição o político manipulador, traiçoeiro que em geral, age em próprio benefício, e acredita que “os fins justificam os meios”.

Dentro de sua abordagem realista, ao contrário dos pensadores políticos anteriores, ele não achava que o propósito do Estado fosse nutrir a moralidade de seus cidadãos, preferindo vê-lo como a instituição que garantisse o seu bem-estar e segurança.

Substituiu os conceitos de certo e errado por noções de utilidade, necessidade, sucesso, perigo e dano.

Ao colocar a utilidade acima da moralidade, suas ideias para as qualidades desejáveis de um líder bem-sucedido se baseavam na eficiência e na prudência em vez de qualquer ideologia ou retidão moral.

No livro da política1 afirma que: “Ao analisar a política usando a teoria militar, Maquiavel concluiu que a essência da maior parte da vida política seria a conspiração.

Assim com a vitória na guerra dependia de espionagem, inteligência, contrainteligência.” (O livro da política, 1ª ed, texto Paul Kelly – São Paulo: Globo, 2013, pág. 78).

Enfim, para entendermos melhor essa dinâmica do processo legislativo do PL 1645, devemos analisar todo o contexto político, durante esse período, constatamos a mudança de posições de vários parlamentares, um dia, defendia entendimento a favor dos pleitos realizados, em outro, mudava radicalmente de posição, como se trocasse de roupa.

Vejamos o afirmado por Nicolau Maquiavel (1469-1527):

“Um governante prudente não pode e não deve manter a sua palavra”.

Os militares foram forjados em uma doutrina castrense rígida, dentro de padrões de disciplina e hierarquia, a qual, encontra-se, sujeitos a punição, através dos procedimentos administrativos disciplinares, entre outros atos de transgressão, temos o combate a mentira, tais como, o constante na relação de transgressões do Regulamento Disciplinar do Exército, estendidos aos demais regulamentos disciplinares das Forças Armadas coirmãs: “I – Faltar à verdade…

Enfim a mentira não é admitida nas instituições militares (pelo menos aos subordinados), então, como lidar, com essa falta de palavra e quebras de promessas de governantes e de alguns parlamentares?

Sendo assim, concluo referenciando uma frase de Winston Churchill:

“UMA MENTIRA DÁ UMA VOLTA INTEIRA AO MUNDO ANTES MESMO DE A VERDADE TER OPORTUNIDADE DE SE VESTIR”.

Que Deus nos ajude nesse meio político.

Dr. Cláudio Lino - Diretor Presidente

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